O Sábado

Artigo escrito pelo meu pai, Ronald Watterson (21/11/1935 a 30/05/2016).

O Sábado é mencionado frequentemente na Bíblia, especialmente no Velho Testamento. Estas constantes menções indicam que o assunto é muito importante, e merece um estudo cuidadoso.

Em nossos dias é um assunto polêmico, mas nem por isso devemos deixar de examiná-lo. Devemos, sim, deixar de lado o que os homens falam e considerar o que as Escrituras Sagradas dizem a respeito.

Vamos observar primeiramente o que a Bíblia revela sobre

A história do Sábado.

Embora não encontremos a palavra “Sábado” na Bíblia até chegarmos em Êxodo cap. 16, cerca de 2500 anos depois de Adão, a doutrina do Sábado começa com a criação do homem (Gn 2:3). Deus trabalhou seis dias, e no sétimo dia descansou de toda a Sua obra. “E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou” (Gn 2:3).

Apesar do silêncio da Palavra de Deus quanto ao Sábado, nos primeiros 2.500 anos da história humana, é provável que os fiéis o observassem durante aquele tempo. Quando Israel estava no deserto, Deus lhes deu o maná durante seis dias e avisou que no sétimo dia não haveria maná, pois aquele dia era “o santo Sábado do Senhor” (Êx 16:23). Esta declaração, sem nenhuma explicação, nos leva a crer que o Sábado não lhes era desconhecido.

Notemos a seguir

O Sábado dado a Israel.

Nos dias de Moisés o Sábado foi dado à nação de Israel (Êx 16:29), e a partir daquele tempo a sua história fica mais clara. Ele foi incluído nas leis da aliança que Deus fez com Israel, sendo escrito pelo dedo de Deus nas tábuas de pedra, e também por Moisés no livro da Lei (Êx 24:4; Dt 31:24).

Entre as outras leis, o Sábado assumiu um lugar destacado para Israel, pois Deus o deu por sinal da aliança. Assim como Deus estabeleceu a circuncisão como sinal da aliança com Abrão (Gn 17:11), o Sábado foi estabelecido como sinal da aliança entre o Senhor e Israel (Êx 31:13, 17 e Ez 20:12).

O Sábado não foi dado às outras nações, mas exclusivamente a Israel, como sinal da sua posição privilegiada, em concerto com o Senhor. Este fato é confirmado quando Moisés exortou o povo e disse: “E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta Lei que hoje dou perante vós?” (Dt 4:8). A Lei, incluindo o Sábado, foi dada com exclusividade a Israel.

Notemos ainda

O Sábado ampliado.

Ao dar o Sábado a Israel, Deus o ampliou. A partir daquele tempo, o Sábado não seria apenas o sétimo dia de cada semana — outros dias, além do sétimo, seriam “sábados ao Senhor”. O dia da expiação, por exemplo, que é o décimo dia do sétimo mês, seria “Sábado de descanso” (Lv 16:29-31), mas este dia poderia cair no começo, no meio, ou no fim da semana, dependendo do ano.

A terra também teria o seu Sábado. O povo poderia cultivar a terra durante seis anos, mas o sétimo ano seria “Sábado de descanso para a terra, um Sábado ao Senhor” (Lv 25:4). Naquele ano não poderiam semear o campo, nem podar a vinha.

Mas convém notarmos agora

O Sábado profanado.

Israel, porém, foi infiel; não guardou os sábados ao Senhor. Profanou o Sábado, ainda no deserto, antes mesmo de entrar na terra prometida.

Referindo-se àqueles anos no deserto Deus disse: “lhes dei os Meus sábados mas Israel se rebelou contra Mim no deserto e profanaram grandemente os Meus sábados” (Ez 20:12-13). Após a entrada na terra, a avareza levou o povo a considerar o Sábado como um peso desagradável e difícil de suportar. Diziam: “Quando passará … o Sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo” (Am 8:5). Tal hipocrisia era insuportável a Deus, e a repreensão veio nas palavras do profeta: “o incenso é para Mim abominação … e os sábados; … não posso suportar iniquidade, nem mesmo o ajuntamento solene” (Is 1:13).

O Sábado interrompido

Por causa daquela iniquidade e hipocrisia, Deus tirou de Israel os Seus sábados. Ele disse pelo profeta: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados…” (Os 2:11). Ele ainda afirmou através de Jeremias: “O Senhor em Sião pôs em esquecimento a solenidade e o Sábado, e na indignação da Sua ira rejeitou com desprezo o rei e o sacerdote” (Lm 2:6).

O Sábado restabelecido

Apesar da profanação do Sábado por parte de Israel, Deus não abandonou o Seu propósito. Ele ainda há de restaurar o Seu povo, e esta nação ainda guardará os sábados ao Senhor. As promessas feitas a Abrão serão cumpridas, e o Sábado será observado. Descrevendo estes dias gloriosos que ainda virão, Ezequiel fala dos holocaustos e das ofertas que serão trazidas nas luas novas e nos sábados (Ez 45:17). O mesmo profeta fala da porta do átrio interior do Templo que será reconstruído, e diz que “estará fechada durante os seis dias, que são de trabalho; mas no dia de Sábado ela se abrirá” (Ez 46:1). Veja também Ezequiel 46:3, 4, 12.

Agora voltemos a nossa atenção para

Um detalhe importante.

Considerando a história do Sábado, é importante observar que não há mandamento algum para a igreja guardar o Sábado. E isto não é uma omissão. Deus não omitiu da Sua Palavra coisa alguma que fosse necessária ao Seu povo (veja II Tm 3:17). Longe de apresentar qualquer mandamento para guardar o sétimo dia, o Novo Testamento mostra que o cristão que estima um dia acima do outro, é um cristão fraco (Rm 14:1-6). Reforçando isto, Paulo, escrevendo aos Colossenses, disse: “Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (Cl 2:16).

Vemos ainda que na carta aos Gálatas, escrita à igrejas que estavam começando a guardar dias, Paulo disse: “Agora, conhecendo a Deus … como tornais outra vez a estes rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias … Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco” (Gl 4:9-11). Esta preocupação do apóstolo, com relação aos gálatas, deixa muito claro que o cristão que guarda o Sábado, ou qualquer outro dia, está cometendo um erro gravíssimo, e está jogando por terra a obra que Deus está fazendo. A igreja não tem dia de guarda.

O propósito e significado do Sábado

Um dia, quando o Senhor passava pelas searas com Seus discípulos, estes começaram a colher espigas, e foram severamente criticados pelos fariseus (veja Mc 2:23-28). Respondendo às críticas, o Senhor afirmou ser o Senhor do Sábado, e revelou, pelo menos em parte, o propósito do mesmo.

Para o homem

Ele disse: “O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado” (v. 27). O Sábado nunca foi uma restrição, ou uma imposição pesada que Deus impôs ao homem, mas sim uma bênção. Deveria ser uma ocasião alegre e benéfica para o homem.

No Velho Testamento vemos a maneira como este dia deveria ser uma bênção para o homem. Traria benefícios físicos, pois seria um dia de descanso depois de seis dias de trabalho (Êx 20:10). Quando esta Lei foi dada a Israel, Deus relacionou este descanso semanal com a Sua própria obra na criação: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar, e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou: portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou” (Êx 20:11).

Quando, porém, esta Lei foi repetida na campina ao oriente do Jordão, Deus mencionou outro propósito do Sábado. “Guarda o dia de Sábado … seis dias trabalharás … mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra nele … Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido” (Dt 5:12 -15).

O Sábado, portanto, seria um dia de descanso físico e também seria um dia de recordação das bênçãos recebidas do Senhor. Seria uma bênção para o corpo e também para a alma.

Para Deus

Foi de fato uma dádiva preciosa que Deus deu ao povo de Israel (Êx 16:29), mas convém observar que não é somente o “Sábado do Senhor” (Êx 16:23), é também um “Sábado ao Senhor” (Êx 31:15). Ao mesmo tempo que proporcionava descanso e refrigério ao homem, deveria proporcionar também algo a Deus. Ao deixar de lado a preocupação com as coisas materiais, o homem deveria ocupar-se com as coisas espirituais, e assim Deus receberia adoração e louvor.

Além do propósito imediato de proporcionar ao homem descanso e trazer a Deus honra e louvor, havia algo mais na celebração do sétimo dia. Era uma sombra “das coisas futuras” (Cl 2:17). Vejamos vários aspectos disto.

O descanso em Canaã

Logo que o pecado entrou no jardim no Éden, o descanso de Deus foi interrompido, e Ele se pôs a trabalhar (Jo 5:17). O Sábado não seria mais uma expressão do descanso do Criador, mas sim, uma sombra dum descanso futuro, baseado na obra perfeita consumada pelo Senhor Jesus Cristo.

Em primeiro lugar, prefigurava o descanso que Deus queria dar ao povo de Israel, em Canaã. Moisés disse àquele povo: “Até agora não entrastes no descanso … mas passareis este Jordão, e habitareis na terra que vos fará herdar o Senhor vosso Deus; e vos dará repouso dos vossos inimigos” (Dt 12:9-10).

Num sentido limitado, este descanso foi alcançado nos dias de Josué, pois “o Senhor lhes deu repouso em redor, conforme a tudo quanto jurara a seus pais” (Js 21:44). Veja também Josué 22:4 e 23:1. Este descanso, porém, durou pouco, pois no Novo Testamento lemos: “se Josué tivesse lhes dado descanso, Deus não falaria de outro dia” (Hb 4:8).

O descanso em Canaã não permaneceu, e Deus falou ainda dum descanso futuro (Sl 95:8-11).

Descanso para o mundo no Milênio

Um dia Satanás será preso no abismo (Ap 20:1-3); todo inimigo será derrotado (I Co 15:25); a criação deixará de gemer (Rm 8:22-23); e a terra há de gozar o seu Sábado. O profeta anunciou isto ao dizer: “Já descansa, já está sossegada toda a terra! Exclamam com júbilo” (Is 14:7). O mesmo profeta ainda disse: “as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por pendão dos povos, e o lugar do Seu repouso será glorioso” (Is 11:10).

O descanso eterno

Este maravilhoso descanso milenar porém não perdurará. Satanás será solto da sua prisão e sairá para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, liderando assim uma última rebelião contra Deus.

Mas ele será derrotado, e lançado no lago de fogo. Os mortos serão julgados e haverá um novo céu e uma nova terra onde habita a justiça (II Pe 3:13 e Ap 21:1). Deus será tudo em todos e será glorificado naquele descanso eterno.

O descanso presente em Cristo

O Sábado é a sombra; a substância é Cristo (Cl 2:16-17). Ele chama os cansados e oprimidos, e promete dar-lhes descanso (Mt 11:28). Por isto, não nos ocupamos mais com a sombra; temos a substância. Não guardamos o Sábado; descansamos em Cristo. Esta verdade é apresentada com mais detalhes na carta aos Hebreus.

Hebreus caps. 3 e 4

A carta aos Hebreus mostra a superioridade de Cristo. Ele é Deus (cap. 1) e, portanto, superior aos anjos. Ele se fez homem (cap. 2), mas continua superior a todos os homens. Os capítulos que estamos considerando mostram como Ele é superior a Moisés e a Josué. Estes não conseguiram dar ao povo aquele repouso verdadeiro; o Senhor Jesus, porém, já nos deu descanso mediante a fé nEle (4:3).

O repouso

A questão do repouso em Hebreus 3:7-11 é introduzida com uma citação do Velho Testamento, Salmo 95:8-11. O escritor quer mostrar que o Senhor Jesus é maior do que todos os homens. Aqueles que saíram do Egito deveriam ter entrado no descanso em Canaã, mas por causa da sua desobediência e incredulidade, seus corações foram endurecidos e Deus jurou, na Sua ira, que não entrariam no Seu descanso. Em seguida, vem a exortação para que os leitores não caíssem no mesmo erro (3:12-13). Eles poderiam ouvir as boas novas, mas se os seus corações se endurecessem por causa do engano do pecado, não entrariam no repouso desejado (3:13).

Muitos interpretam mal esta passagem, e dizem que o cristão poderá perder a sua salvação, mas não é isto que o texto sagrado diz. Deus diz: “A qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” (3:6). Ele não diz que seremos a Sua casa se conservarmos firmes a confiança. Neste caso a palavra “se” seria condicional. Ele não diz que somos Sua casa enquanto conservarmos firme a confiança. Neste caso a palavra “enquanto” expressaria uma condição. Mas Ele diz que somos (o tempo do verbo quer dizer que já fomos feitos) casa de Deus se conservarmos firme a confiança. A força da palavra “se” é argumentativa; não sugere dúvida nem estabelece condições; apresenta o fato. A palavra “se” introduz a evidência de que somos já a Sua casa. Os hebreus, a quem a carta foi dirigida, professavam ser a casa de Deus, mas alguns poderiam não ser verdadeiros. A realidade da sua profissão seria manifesta pela sua permanência.

Veja isto com mais clareza no v. 14. “Nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim”. O verbo “tornamos” refere-se a algo já acontecido — é o tempo perfeito no texto original. Ele não está dizendo que vamos participar de Cristo “se retivermos firmemente”, mas sim que já participamos de Cristo há muito tempo. A palavra “se” não é condicional, pois se fosse o versículo não faria sentido. O ensino claro destes dois versículos é que aquele que permanece é aquele que creu, e aquele que não permanece mostra que nunca creu.

No cap. 4, o Espírito torna a destacar o perigo de não entrar no repouso de Deus: “Temamos, pois que, porventura, deixada a promessa de entrar no Seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás” (v. 1). Observe porém, que este versículo não fala da possibilidade de ser expulso dum repouso já alcançado, mas sim, da possibilidade de não chegar a entrar no repouso esperado. É isto que vemos no Salmo 95. A geração que saiu do Egito não entrou em Canaã. É isto que Hebreus cap. 4 ensina. Alguns que desejam entrar no repouso de Deus poderão não entrar. Aqueles que saíram do Egito ouviram as boas novas, e desejavam entrar, mas caíram no deserto. Nada disto lhes aproveitou, porquanto “não estava misturada com a fé” (v. 2). É possível ouvir as boas novas, abandonar o mundo, e contudo não entrar no descanso, por não crer.

Mas o contraste no versículo seguinte é notável. Nós, porém, que temos crido, entramos no repouso. Aqui, vemos novamente que a fé é o meio pelo qual entramos no repouso. Eles (v. 2) não entraram porque não creram; nós (v. 3) entramos (presente) porque temos crido (passado). Quem não crê, não entra; quem crê, já entrou.

Tudo isto é relacionado com o descanso de Deus no sétimo dia (v. 4), mostrando que aquele repouso de Deus na obra completada da criação era uma sombra do repouso que o cristão tem, agora, em Cristo. No v. 5 vemos mais uma vez que o incrédulo jamais entrará neste descanso.

A partir do v. 6, o Espírito torna a falar do descanso concedido em Canaã, mostrando que não correspondeu plenamente à sombra, pois, de outra sorte, Davi não teria falado de outro dia, no Salmo 95. Isto nos leva, logicamente, à conclusão de que “resta ainda um repouso (literalmente, um Sábado de repouso) para o povo de Deus” (v. 9).

O Sábado do Velho Concerto, portanto, foi uma sombra do descanso que gozamos hoje em Cristo, e o assunto termina com uma afirmação e uma exortação.

  • Afirmação: “Aquele que entrou no Seu repouso, ele próprio repousou das suas obras, como Deus das Suas” (v. 10). Quando descobrimos que as nossas tentativas de alcançar a vida eterna eram inúteis, e deixamos de confiar nas nossas justiças, orações, obras etc., e confiamos no Senhor Jesus Cristo e no valor da obra consumada na cruz, descansamos das nossas obras, e entramos no descanso de Deus.
  • Exortação: Dirigindo-se àqueles que ainda não entraram no repouso de Deus, ele diz: “Procuremos entrar … para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (v. 11).

Conclusão

O Sábado foi uma dádiva preciosa de Deus ao povo de Israel, mas eles não a apreciaram. Era uma parte integrante da Lei do velho concerto, e traz lições preciosas para nós, cristãos, no dia de hoje, pois é uma sombra do nosso descanso espiritual, que temos em Cristo.

Mas aquela “cédula que era contra nós” foi riscada (literalmente “apagada”, como quando se apaga o que foi escrito numa lousa) e tirada do meio de nós pela cruz de Cristo (Cl 2:14). Continuando este ensino, o Espírito Santo pergunta: “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças…?” (Cl 2:20).

Nesta Escritura, Deus mostra claramente que o cristão não deve guardar a Lei do velho concerto (isto inclui o Sábado), pois tal Lei foi apagada e tirada do meio de nós. Porém, na carta aos Gálatas, Deus apresenta, por meio de uma alegoria, a nossa responsabilidade nesta parte.

Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Na alegoria, Agar, a escrava, representa o velho concerto, firmado no monte Sinai, e Sara representa o novo. Na conclusão da alegoria, Deus diz: “Lançai fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre” (veja Gl 4:21-31). Temos a responsabilidade de lançar fora o velho concerto, bem como as consequências que ele produz, pois os dois concertos, de nenhum modo, poderão conviver juntos.

Em Colossenses, portanto, vemos o lado divino desta mudança — Ele apagou a “cédula”, tirando-a do meio de nós (Cl 2:14), mas em Gálatas, vemos o lado humano — a nossa responsabilidade de lançar fora o velho concerto, e isto inclui o Sábado (Gl 4:30).

Ronald E. Watterson

A saudação

O texto abaixo é a íntegra do livrete de mesmo título publicado pela eSd [comprar]

Introdução

Em nossos dias, é comum ouvir saudações tais como: “A Paz do Senhor, irmão” ou “A Paz de Deus”. Parece estar aumentando o número de crentes que saúda os seus irmãos desta maneira. Diga-se, porém, que estes crentes não usam estas saudações para todas as pessoas; usam-nas apenas ao encontrar-se com um irmão na fé.

Penso que sim, mas não tenho certeza ...

From rationalfatihs.com
Perdoem a ambiguidade do título deste artigo. Ou talvez não ... pois a intenção deste pequeno texto é justamente enfatizar que nosso conhecimento, sempre limitado, não nos permite saber tudo sobre todas as coisas.

Por defendermos  tão categoricamente a necessidade de obedecer ao Senhor em tudo, e que a ideia moderna de que qualquer forma de servir a Deus é aceitável, podemos passar a impressão de que não existe dúvida sobre nenhum detalhe das Escrituras, por menor que seja. Preciso confessar que não penso assim, e começo esta confissão com um exemplo que li hoje.


Aborto

O texto abaixo é a íntegra do cap. 9 do livro “Casamento e Família”, escrito pelo médico A. J. Higgins e publicado pela Editora Sã Doutrina em 1997. O livro tem 146 págs. e custa somente R$ 5,00. [comprar]

No dia 9 de agosto de 1974, na sala oriental da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Gerald Ford, dirigiu-se à nação. Seu discurso é lembrado pela sua frase inicial, uma frase que, na opinião de muitos, foi o seu pronunciamento oficial mais memorável: “Nosso longo pesadelo nacional acabou”. O presidente Ford referia-se ao caso Watergate, a questão política e legal que resultou na primeira renúncia na história presidencial daquele país. Apesar da sinceridade das palavras do sr. Ford, ele provavelmente não sabia que o grande pesadelo nacional dos americanos havia começado poucos meses antes.

Seol e Hades

O texto abaixo é a íntegra do livrete de mesmo título publicado pela eSd [comprar]


As duas palavras do título deste artigo talvez pareçam estranhas a muitos leitores; é porque não são palavras portuguesas. Seol é uma palavra hebraica, e Hades é grega. São palavras que aparecem frequentemente no texto original da Bíblia (Seol ocorre 65 vezes no Velho Testamento, e Hades, 10 vezes no Novo Testamento), e é importante que saibamos o que elas significam.

O futuro eterno

Com toda a clareza e precisão a Bíblia ensina-nos que há felicidade eterna para os salvos e sofrimento eterno para os perdidos. Os salvos estarão sempre com o Senhor, e os perdidos serão banidos eternamente da Sua presença. A Bíblia fala com linguagem muito expressiva do gozo eterno dos salvos, e usa linguagem igualmente impressionante quando fala da tristeza eterna dos perdidos.

Há esperança?

A vida tem muitos desafios e desapontamentos. Vivemos num mundo competitivo e difícil, e tentar conciliar as necessidades da família, do trabalho e das finanças nos deixa totalmente estressados! Conviver com doença e morte aumentam as complexidades da vida. Sonhos se desmoronam, corações são quebrantados, esperanças se dissipam.

É possível ter certeza!

Quando o famoso cientista M. Faraday estava a morrer, lhe perguntaram sobre suas expectativas quanto à alma. Ele disse: “Eu não sei sobre expectativas — estou descansando em certezas”. Depois acrescentou: “Eu sei!”

Onde celebrar a Ceia?

O texto abaixo é a íntegra do folheto de mesmo título publicado pela eSd




É bíblico celebrar a Ceia do Senhor fora do contexto duma igreja local?

Os anos ocultos de Cristo

O texto abaixo é a íntegra do folheto de mesmo título publicado pela eSd


“E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2:52).

Cobrindo e Descobrindo a Cabeça

O texto abaixo faz parte do livrete “O Véu” da série “Princípios de Igreja” publicado pela Editora Sã Doutrina. [comprar]


Em todas as reuniões de todas as igrejas locais os irmãos devem estar com suas cabeças descobertas, e as irmãs com suas cabeças cobertas. Este é o ensino simples apresentado nas Escrituras (um ensino, é verdade, muito questionado hoje em dia). Deus diz: “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça … a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio” (I Co 11:7, 10). Mesmo reconhecendo que há coisas profundas no trecho que estamos considerando, é muito claro que o ensino básico da passagem é este. Como diz o dr. N. J. Gourlay: “Podemos parafrasear as instruções assim: é a vontade de Deus que, nas reuniões do Seu povo, os homens tenham a cabeça descoberta e as mulheres tenham uma cobertura sobre suas cabeças, e que os homens tenham cabelo curto e as mulheres cabelo comprido” (Church Symbols for Today, págs. 121-122).

A Surpreendente Arca

O texto abaixo é um dos capítulos do livro “E Disse Deus…”, de autoria do dr. Farid Abou-Rahme, publicado pela Editora Sã Doutrina. [comprar]


Quando eu era criança, contaram-me a história do dilúvio Bíblico. Era fascinante tentar imaginar Noé e sua arca e todos aqueles animais. Ao mesmo tempo era assustador pensar nas pessoas que ficaram do lado de fora quando Deus fechou a porta da arca e as águas do dilúvio começaram.

Autonomia e Autoridade

O texto abaixo é a íntegra do livrete de mesmo título publicado pela eSd [comprar]


Prefácio

A natureza distinta que a igreja local possui é claramente ensinada no Novo Testamento. Apesar disto, os séculos passados registram os ataques satânicos à verdade básica do governo na igreja local. Por um lado, o ministério centralizado num único homem, tão comum na cristandade, é um desvio grande do padrão divino; e, infelizmente, onde houve um retorno considerável à simplicidade do Novo Testamento neste assunto, houve também, em alguns lugares, o estabelecimento de uma “liderança regional”, igualmente contrária à vontade revelada de Deus.

O Big Bang ou a Grande Crença?

O texto abaixo é um dos capítulos do livro “E Disse Deus…”, de autoria do dr. Farid Abou-Rahme, publicado pela Editora Sã Doutrina. [comprar]


“Ele [Deus] fez a terra pelo Seu poder” (Jeremias 10:12).

A Ceia do Senhor

O texto abaixo é a íntegra do livrete de mesmo título publicado pela eSd [esgotado]


Há muitas coisas, nesta vida e neste mundo, que exigem nossa atenção. Para o cristão que vive em comunhão com Deus, porém, sempre será uma prioridade tomar o seu lugar ao redor de uma mesa com um pão e um cálice com vinho, todo primeiro dia da semana, contemplando os símbolos do seu Senhor crucificado, e ouvindo o eco das palavras ditas por Ele na noite em que foi traído: “Fazei isto em memória de Mim”. Nenhuma atividade, secular ou espiritual, irá intrometer-se na vida daquele filho de Deus a tal ponto de levá-lo a esquecer-se daquele compromisso semanal. Para o coração que anda em comunhão com Deus, a Ceia é uma festa sem igual, uma oportunidade ímpar de ocupar-se somente com o Senhor Jesus Cristo, oferecendo sua gratidão, seu louvor, e sua adoração Àquele que é “mais sublime do que os céus” (Hb 7:26), antecipando nossa ocupação eterna.

É a Ceia do Senhor Que Tomais?

“De sorte que quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor” (I Coríntios 11:20).

Evidências que Exigem um Criador

O texto abaixo é um dos capítulos do livro “E Disse Deus…”, de autoria do dr. Farid Abou-Rahme, publicado pela Editora Sã Doutrina. [comprar]


Resumindo tudo: a evolução contradiz a ciência. Ela é uma religião, mas uma religião inferior e uma ciência inferior. O que a Terra realmente mostra é evidência de um Criador que nos criou à Sua imagem!

A História Esquecida

O texto abaixo é a íntegra do livrete de mesmo título publicado pela eSd [comprar]


Existem muitos livros, bem autenticados e bem detalhados, que contam a historia do cristianismo, desde o seu começo humilde em Jerusalém (At 2:41) até ao dia de hoje. Falam do seu desenvolvimento e das suas divisões; mostram a origem e a história das inúmeras denominações que professam ser a Igreja, ou uma parte dela.

Reunidos em Seu Nome

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles” (Mateus 18:20)

Em Memória de Mim...

Lembrar do Senhor não é lembrar só da Sua morte. Leitura: Lc 22:19; I Co 11:24 e 25

Obrigada, Irmão!

Nossa vida é tão corrida que poucas vezes nos lembramos de dizer “obrigado”. Não é que não somos agradecidos; é só que falta-nos o tempo para expressar nossa gratidão. Ciente disto, quero tomar alguns minutos para dizer, com muita sinceridade, “obrigada” aos meus irmãos em Cristo.

Obrigado, Irmã!

Nossa vida é tão corrida que poucas vezes nos lembramos de dizer “obrigado”. Não é que não somos agradecidos; é só que falta-nos o tempo para expressar nossa gratidão. Ciente disto, quero tomar alguns minutos para dizer um sincero “obrigado” às minhas irmãs em Cristo.

Obrigado, Pais!

Nossa vida é tão corrida que poucas vezes nos lembramos de dizer “obrigado”. Não é que não somos agradecidos; é só que falta-nos o tempo para expressar nossa gratidão. Ciente disto, e observando o bom exemplo de alguns, quero escrever algumas linhas para expressar minha gratidão a muitos pais cristãos.

Agora Que Você é Salvo...

Prezado irmão, foi muito bom ouvir que você nasceu de novo. Foi, sem dúvida, o passo mais importante da sua vida. A partir do instante em que você creu você tornou-se uma nova criatura (II Coríntios 5:17). Antes morto em delitos e pecados (Efésios 2:1), você agora tem vida espiritual. Antes seguindo o curso deste mundo (Efésios 2:2), você agora segue a carreira cristã. É agora que você realmente começou a viver!

Agora Que Você é Salva

Prezada irmã, foi muito bom ouvir que você nasceu de novo. Foi, sem dúvida, o passo mais importante da sua vida. A partir do instante em que você creu você tornou-se uma nova criatura (II Coríntios 5:17). Antes morta em delitos e pecados (Efésios 2:1), você agora tem vida espiritual. Antes seguindo o curso deste mundo (Efésios 2:2), você agora segue a carreira cristã. É agora que você realmente começou a viver!

Os Atributos Inerentes de Deus

Transcrição de parte do livrete de mesmo título publicado pela Editora Sã Doutrina.

Eternidade — Onde?

Aonde você está indo? Onde estará amanhã? Onde estará nos anos vindouros? Você não tem certeza? Mas espere! Esta pergunta você precisa responder: onde estará na eternidade? É fundamental que você encontre a resposta para esta pergunta, pois dela depende seu destino eterno!

O perdão dos pecados

Há poucos dias um amigo me contou das dificuldades que tem enfrentado ultimamente. Finalizado o seu relato triste, ele disse: “Tenho sofrido muito nestes onze anos, e ainda estou sofrendo, mas isto não me abala. Pelo contrário, estou feliz; sei que estou pagando pelos meus pecados!“

Caminho errado

“Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Parece direito — mas é errado! Deus deixou este aviso solene registrado na Bíblia para todos os seres humanos. Ele nos alerta, bem no início, que há um caminho que parece direito, mas não o é. É um caminho enganoso — pois aqueles que o seguem pensam estar caminhando para a vida eterna, e só encontram a morte — a morte eterna.

Importa o que se crê?

Não importa o que você crê, contanto que seja com sinceridade. Quantas pessoas dizem isto! Quantas pensam assim! Pensam que todas as religiões são boas, que todos os caminhos conduzem a Deus, que todos somos filhos de Deus!

Justificação

Considere os três versículos que estão no quadro ao lado, e você verá que Deus pode justificar o pecador! Ele pode não somente perdoá-lo, como também pode justificá-lo. E Ele pode fazer isto sem comprometer a Sua própria justiça, pois a Bíblia diz: “Para demonstração da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.“

Deus responde às nossas perguntas

É verdade que eu terei de prestar contas a Deus?

“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” “Deus pede conta do que passou.“

Afinal, por que Ele veio?

Há mais de dois mil anos, Cristo Jesus veio ao mundo. Este é um fato histórico. Mas, por que Ele veio? A Bíblia responde: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores.“

Tempo oportuno

Há muitos que querem ser salvos — mas por enquanto não. Querem ser salvos das consequências eternas do pecado, mas amam o pecado e querem ter o seu prazer. Querem o pecado agora enquanto são jovens e cheios de saúde, e na velhice, depois de terem desfrutado de tudo que o mundo oferece, pretendem se arrepender e serem salvos.

Guilherme Maxwell: Um Evangelista no Brasil

Alguns aspectos da obra que o Senhor fez no Brasil por intermédio deste irmão. Transcrição do livrete publicado por esta Editora.

“Eu não quero ver você pulando na rua feito palhaço!” gritava o Delegado, visivelmente irritado. O Sr. Guilherme tentava explicar-se, mas o Delegado falava sem parar. Não havia possibilidade de explicar. “Você está proibido de ficar gritando e pulando nas ruas de Guará!”

Explorando os Evangelhos

Transcrição da Introdução e do Capítulo 1 deste livro publicado pela eSd, que apresenta, de maneira preciosa, os quatro retratos do nosso amado Senhor apresentados por Mateus, Marcos, Lucas e João.

Introdução

Não é de se surpreender que a adoração, na Bíblia, é apresentada como o privilégio mais sublime na vida cristã. Em João 4, que talvez é o capítulo mais conhecido do Novo Testamento que trata deste assunto, o Senhor Jesus se dirigiu à mulher samaritana dizendo: “Vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23).

Quem somos

A Editora Sã Doutrina é uma pequena casa publicadora situada em Pirassununga-SP, que publica literatura cristã desde meados dos anos 90. Nossas publicações têm como alvo:

O perdão dos pecados

Há pouco dias um amigo me disse: “Tenho sofrido muito nesta vida, e ainda estou sofrendo, mas nada disto me abala. Pelo contrário, estou feliz, pois sei que estou pagando pelos meus pecados”.

Fiquei abismado! Como pode um homem inteligente, num país abençoado como o Brasil, onde há liberdade para ler e estudar a Bíblia, viver em tamanho engano?

Igreja na Ramadinha

No sertão Cearense existe uma pequena igreja local, reunindo unicamente ao nome do Senhor Jesus Cristo. Os irmãos se reúnem numa propriedade rural na Ramadinha, no município de Tauá, no sul do estado. Apresentamos abaixo um breve relato de como o Evangelho chegou até lá, e de como está a igreja local hoje. Repartimos esta informação desejando que mais irmãos e irmãs possam orar pelo progresso do Evangelho naquela localidade.

A Terra: velha, ou nova e cansada?

O texto abaixo é um dos capítulos do livro “E Disse Deus…”, de autoria do dr. Farid Abou-Rahme, publicado pela Editora Sã Doutrina. [comprar]


“O Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada” (Isaías 45:18).

Se qualquer crente ou estudioso da Bíblia fosse perguntado, no século passado, qual era a idade da Terra, sem muita hesitação ele teria dado um número inferior a 10.000 anos. Se a mesma pergunta fosse feita hoje, a maioria dos crentes daria um número variando entre milhares e bilhões de anos. O responsável por esta confusão é principalmente a teoria da Evolução e uma confiança abalada na Palavra de Deus.