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Meditações Diárias

Reunidos para piorar! — Em I Co cap. 11 há duas expressões que dividem o capítulo. No v. 2 os Coríntios foram louvados. No v. 17, porém, foram repreendidos. Por que houve esta mudança? Porque “vos ajuntais, não para melhor, senão para pior”, disse Paulo. As reuniões...
A 2ª Epístola a Timóteo — A Segunda Carta a Timóteo é a última das cartas que Paulo escreveu. Paulo estava de partida, e Timóteo deveria continuar o serviço (4:5, 6). Entre Paulo e Timóteo havia não só uma relação de confiança, mas de comunhão. Depois de anos andando...
Três Dias de Viagem — Para cumprir a vontade do Senhor, tanto Abraão quanto o povo de Israel teriam que viajar por três dias (Gn 22:4; Ex 5:3). Três dias seria tempo suficiente para duas coisas: distância e disposição. Distância. Eles deveriam se distanciar de tudo que...
Bons e Maus Costumes — Todos nós somos tendenciosos a adotar costumes, sejam bons, sejam maus. Quando são bons, precisam ser delegados, quando são maus, precisam ser deixados. Daniel tinha o bom costume de orar três vezes por dia (Dn 6:10); alguns irmãos adotaram o costume...
A Igreja em Esmirna — A forma como o Senhor Se apresentou à igreja em Esmirna (Ap 2:8-11) mostra a Sua identificação com ela (v. 8). Pobreza - A igreja era pobre, mas continuava rica. O Senhor se Fez pobre para nos enriquecer (II Co 8:9); Provação - A igreja padeceria...
Pela fé - Isaque Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Ter, 27 de Março de 2012 14:00

O exemplo de fé que o Espírito Santo selecionou sobre a vida de Isaque está relacionado à bênção que este deu a seus filhos. As palavras de Hb 11:20 são paralelas a Gn 27:1-29. Repare três detalhes e uma lição sobre esta bênção.

 

Primogenitura – Esaú e Jacó. “Pela fé Isaque abençoou ...”. Os judeus davam muita importância à benção da primogenitura. Primogênito era o primeiro filho de uma família. “Ele recebia a bênção familiar especial, o que significava liderança espiritual e social e uma porção dupla das posses do pai – ou duas vezes o que todos os outros filhos recebiam (Dt 21:17)” (Dicionário Vine, pág. 246). Embora fossem gêmeos, Esaú nasceu primeiro. Portanto, ele era o primogênito.

 

Posição – Jacó e Esaú. “Abençoou Jacó e Esaú ...”. A afirmação acima, porém, se torna estranha quando lemos a ordem em que os nomes são mencionados em Hebreus: primeiro Jacó, depois Esaú. A resposta a esta aparente contradição se encontra nas palavras que Deus disse sobre eles: “O maior servirá ao menor” (Gn 25:23). Deus quis que a posição de cada um fosse essa. Esta decisão da parte de Deus não foi baseada na vida que cada um levou; foi baseada na Sua graça, antes mesmo de nascerem (Gn 25: 22, 23; Rm 9:11, 12).

 

Propósito. “Abençoou ... no tocante as coisas futuras”. Este versículo revela que, ao abençoar, Isaque tinha mais do que simplesmente dividir suas posses entre os filhos. Ele estava pensando na promessa de Deus feita a Abraão e confirmada a ele mesmo (Gn 26:2-5). Para Isaque, esta promessa dizia respeito à posse da terra e a uma grande nação. Para Deus, além da terra e da descendência, a promessa incluía a árvore genealógica do Senhor Jesus, pois Ele descenderia de Jacó, não de Esaú (Mt 1:1, 2; Lc 3:34).

 

Uma herança pode representar o maior legado que um pai pode deixar para seus filhos. Mas orar para que sejam salvos e cria-los “na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6:4) é a maior bênção que os pais devem deixar para seus filhos.

 
Pela fé - Abraão (o 4º altar) Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Seg, 19 de Março de 2012 23:30

O relato de Hb 11:17-19 é paralelo ao de Gn 22. Em ambos os trechos a Bíblia ressalta um dos eventos mais dramáticos e emocionantes de toda a Palavra de Deus, bem como o quarto e último altar de Abraão. É também nestes trechos que encontramos três dos muitos assuntos que estão espalhados pela Bíblia, mas que ocorrem pela primeira vez no livro de Gênesis: provação, ressurreição e adoração.

 

Sua aprovação: “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado” (Hb 11:17). O relato de Gênesis diz literalmente que “provou Deus a Abraão” (Gn 22:1). Esta é a primeira vez na Bíblia que encontramos o verbo “provar”, e aqui é Deus quem está provando. Sabemos que Ele não pode ser tentado e, portanto, não tenta a ninguém (Tg 1:13), mas Deus provou a Abraão porque queria  ver sua obediência e fé (Gn 22:12). Abraão foi aprovado!

 

Sua afirmação: “Eu e o moço ... tornaremos a vós” (Gn 22:5). Abraão sabia que estava indo sacrificar seu filho e sabia que sacrificar significava matar. Por que, então, ele afirmou que tanto ele quanto Isaque voltariam? Hb 11:18 explica: “Considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar”. Ele sabia que Deus havia dado a ele um filho através de sua capacidade física amortecida (Hb 11:12) e do ventre amortecido de Sara (Rm 4:19). Ou seja, se o filho nasceu de capacidades mortas, por que não poderia reviver “dentre os mortos”? O curioso é que não há nenhum registro de ressurreição antes disso. Ele creu em algo que nunca antes havia acontecido!

 

Sua adoração: “Havendo adorado, tornaremos a vós” (Gn 22:5). Esta é a primeira vez na Bíblia que o verbo adorar é usado em relação a Deus (e também a primeira vez que aparece nas versões em Português). Exatamente no quarto e mais dramático altar de Abraão, Deus registra sua adoração. Aqui aprendemos um pouco sobre o que é adorar a Deus – é dar algo precioso para Ele. Na primeira adoração no VT, Abraão está dando Seu filho a Ele; na primeira adoração no NT, os magos estão dando dádivas ao Senhor Jesus (Mt 2:2, 11).

 

Se queremos sacrificar algo para adorar a Deus, não podemos dar o que não nos custa nada (I Cr 21:24)!

 
Pela fé - Abraão (o 3º altar) Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Sex, 16 de Março de 2012 17:13

As duas primeiras vezes em que a expressão “pela fé” estão associadas a Abraão, se referem à terra que Deus lhe havia prometido e a sua posse dela. Nas outras duas vezes, se referem ao descendente de Abraão e ao número incontável que viria dele. Aqui em Hb 11:11, 12, encontramos a participação de Sara e a associação do terceiro altar de Abraão nas promessas de Deus.

 

Dificuldade – “Pela fé também a mesma Sara ... deu a luz já fora da idade”. Quando Deus fez a promessa a Abraão de que Sara teria um filho dele, haviam três coisas físicas que pareciam dizer que isso seria impossível: ela era estéril (Gn 16:1, 2); já tinha noventa anos (Gn 17:17); já não mais ovulava (Gn 18:11). Mas a pergunta do Senhor a ela foi: "Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?" (Gn 18:14).

 

Dependência – “Teve por fiel Aquele que lho tinha prometido”. Ela entendeu que o cumprimento da promessa não dependia das suas condições físicas, mas sim, da fidelidade de Deus, porque “fiel é o que prometeu” (Hb 10:23).

 

Descendência – “Por isso também de um”. Quando Deus chamou a Abraão, ele era só, ou seja, não tinha filhos, mas o Senhor o multiplicou (Is 51:2). A expressão “como as estrelas do céu” está relacionada a Gn 15:5. Já a expressão “como a areia inumerável que está na praia do mar” está relacionada a Gn 13:16. Foi no contexto desta última que Abraão ergueu seu terceiro altar ao Senhor (Gn 13:18). Este altar evidenciava sua confiança nas promessas de Deus.

 

Abraão e Sara nos ensinam lições importantes neste trecho. Somos capazes de adorar a Deus quando vemos o cumprimento de Suas promessas. Mas será que O adoramos mesmo quando as circunstâncias nos são contrárias e o cumprimento de Suas promessas ainda não chegaram a nós?

 
Pela fé - Abraão (o 2º altar) Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Ter, 06 de Março de 2012 15:23

Em hebreus 11:9, 10 encontramos mais algumas importantes informações sobre Abraão. Aqui, pela segunda vez, seu nome é associado à expressa “pela fé” e a ocasião citada nos faz lembrar o segundo altar que ergueu. Vamos considerar três coisas que Abraão fez.

 

Abnegou. “Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia”. Mesmo já habitando na terra que lhe fora prometida, Abraão não se estabeleceu ali como se fora sua morada permanente. Ele abriu mão de se envolver nos interesses daquela terra, vivendo como nômade. Ele não exigiu seus direitos como verdadeiro proprietário. Muito pelo contrário, viveu “como nada tendo, e possuindo tudo” (II Co 6:10).

 

Aguardou. Se Deus lhe prometeu aquele terra, porque Abraão não se acomodou, já que tinha chegado ao lugar? “Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o Artífice e construtor é Deus”. Ele sabia que Deus havia prometido aquela terra, mas sabia muito mais que Deus havia preparado uma cidade! Na terra da promessa, estava disposto a viver por toda a sua vida como peregrino, mas na cidade que tem fundamentos aguardava para viver pela eternidade, como cidadão. Quando lembramos que temos uma cidade nos céus, esta terra onde habitamos se torna um mero e provisório lugar (Fp 3:20).

 

Adorou. Em Gn 12:8 aprendemos que Abraão armou a sua tenda entre Betel (“a casa de Deus”) e Ai (“um monte de ruínas”). E neste mesmo lugar ergueu o segundo dos quatro altares que erguera em sua vida. Em relação a terra, vivia como um peregrino. Em relação a Deus, vivia como um adorador. Mesmo depois que desceu ao Egito por causa da fome (um tropeço em sua vida), Deus o fez retornar ao mesmo lugar e se envolver com a mais sublime das ocupações (Gn 13:3, 4).

 

Enquanto não chegamos à nossa pátria, precisamos nos abnegar, aguardar e adorar. Só assim o mundo entenderá que estamos aqui, mas não somos daqui (Jo 17:11, 16)!

 
Pela fé - Abraão (o 1º altar) Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Sáb, 03 de Março de 2012 22:43

Abraão é o quarto homem mencionado como exemplo de fé, aqui em Hebreus 11 (v. 8). Um detalhe interessante a respeito dele é que ergueu quatro altares registrados em Gênesis, e cada uma das quatro vezes em que ele é associado à expressa “pela fé”, parece destacar um destes altares. Aqui veremos o primeiro deles

Sua conversão. Em Js 24:2, 3 temos uma afirmação impressionante a respeito de Abraão e sua parentela: “serviram a outros deuses”. Olhando mais de perto, porém, percebemos que isso aconteceu antes de conhecer ao Senhor. Em At 7:2, temos uma expressão que ocorre apenas duas vezes em toda a Bíblia “o Deus da glória” (a outra ocasião está em Sl 29:3). Esta expressão em Atos está associada a Abraão (“o Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão”). Sem dúvidas isso é um extremo contraste. Enquanto servia aos seus deuses, o Senhor apareceu a Abraão como o “Deus da glória”, e ele se converteu ao Senhor.

Seu chamado. “Sendo chamado, obedeceu”. Embora tenha se convertido, Abraão não era o único homem que servia a Deus naquela época. Lemos sobre Melquisedeque, um “sacerdote do Deus altíssimo” (Gn 14:18-20) e é possível que Jó também tenha vivido nesta mesma época (ele viveu depois do Dilúvio – Jó 22:16 – e a forma patriarcal como conduzia sua família sugere que tenha vivido antes da Lei). Seu chamado, portanto, não foi por falta de homens fiéis, mas porque Deus usa a quem, como e quando Ele quer! Mas o que se destaca aqui é que ele obedeceu!

Sua confiança. “E saiu, sem saber para onde ia”. Ele nunca havia visto a terra que lhe fora prometida. Sua confiança foi plenamente depositada no Senhor.

Sua consagração. Em Gn 12:7, Abraão ergueu um altar. Dos quatro que ergueu em sua vida, este foi o primeiro. Como forma de evidenciar sua confiança nAquele que o chamou, ergueu um altar em adoração ao “Deus da glória”.

Nós não somos os únicos servos de Deus aqui neste mundo, e provavelmente não somos os mais fiéis, mas que maravilha saber que Ele quer nos usar. Resta saber se obedeceremos ...!

 


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