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Temas para Meditação

Alguns temas que devem chamar nossa atenção para o fato de que pequenas meditações nas Escrituras Sagradas podem nos render uma atitude de alma sempre vivificada pela Palavra e, consequentemente, frutos que expressam o nosso caminhar contínuo na presença de Deus.



Pela fé - criação Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Sex, 03 de Fevereiro de 2012 10:05

O primeiro exemplo do que a fé faz está relacionado a um evento que atinge a toda a raça humana (Hb 11:3). Aqui também há três assuntos que precisam ser destacados.

Criação – “os mundos ... foram criados”. A palavra “mundos” está no plural porque não é a palavra normalmente traduzida “mundo” no NT. Aqui, esta palavra literalmente quer dizer “séculos”, mas “inclui tudo o que os séculos têm trazido” (Comentário Ritchie, vol. 13, pág. 299). O plano dos séculos e as coisas existentes neles não surgiram a partir de um cataclismo. Foram criados!

Capacidade – Como foram criados? “Pela palavra de Deus”. Deus tinha um plano. Para executá-lo apenas disse: “Haja ...” (Gn 1:3, etc). Sua palavra foi suficiente para criar todas as coisas que hoje existem no Universo. Mas a partir do que Ele criou? Do nada! Não havia nenhuma matéria antes. Aquilo que hoje se vê, “não foi feito do que é aparente”.

Conhecimento – Os mundos foram criados, Deus foi Quem os criou e fez isso usando apenas Sua Palavra a partir do nada. Mas como podemos saber que tudo isso foi realmente assim se nenhum ser humano estava lá para ver e registrar (Jó 38: 4)? “Pela fé entendemos ...”, diz a Palavra de Deus.

A fé não questiona, crê. Não pergunta, aceita. Não duvida, entende!       



 
Pela fé - introdução Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Qui, 26 de Janeiro de 2012 12:04

O capítulo 11 da carta aos Hebreus, além de ser o mais extenso da epístola, é também o que reúne mais exemplos de homens e mulheres que confiaram nAquele que é o Autor e Consumador da fé (Hb 12:2). A expressão “pela fé” ocorre 20 vezes neste capítulo. É ela quem demonstra como os antigos viveram.

Os dois primeiros versículos formam a introdução. O versículo 1 não é uma definição do significado da palavra “fé”; é uma definição do que a fé faz conosco. Os “antigos”, no versículo 2, são os homens e mulheres do tempo do Velho Testamento que viveram por fé. Estes dois versículos falam de pelo menos três assuntos:

Certeza – “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam”. Se esperamos alguma coisa é por que ainda não a temos em mãos. Mas a fé nos dá tanta certeza que teremos, que vivemos como se já a tivéssemos.

Convicção – “e a prova das coisas que se não vêem”. O mundo, na sua incredulidade, diz: “Ver para crer”. A fé, por outro lado, diz: “Se creres, verás” (Jo 11:40).

Conquista – “Porque por ela os antigos alcançaram testemunho”. A palavra “alcançaram” transmite a ideia de algo que foi buscado e conquistado. Os antigos buscavam a aprovação de Deus, e a conquistaram pela fé.

Como é diferente o povo de Deus: tem o que ainda espera, fecha os olhos para enxergar, conquista sem lutar. Não precisamos ver, ter e sentir para crer. Cremos. Isto basta!

 
Reunidos para piorar! Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Ter, 24 de Janeiro de 2012 11:58

Em I Co cap. 11 há duas expressões que dividem o capítulo. No v. 2 os Coríntios foram louvados. No v. 17, porém, foram repreendidos. Por que houve esta mudança? Porque “vos ajuntais, não para melhor, senão para pior”, disse Paulo. As reuniões da igreja em Corinto não estavam sendo caracterizadas por edificação e bênção; estavam sendo caracterizadas por desavenças e decepções.

Como é triste ver este mesmo problema acontecer nas igrejas hoje. As dissensões entre irmãos (v. 18) fazem com que as reuniões se tornem ambientes de ataque e combate, não de amor e comunhão. Talvez o irmão que ensina prepare sua mensagem para atacar outro que não concorda com ele. Quem sabe uma irmã se vista de modo a causar inveja em outra com menos recursos. É possível que alguém ignore e não cumprimente outro que lhe tenha ofendido. Estes e outros problemas desgastam a igreja, de modo que os irmãos saem da reunião numa condição pior do que entraram.

Cada um deveria perguntar a si mesmo: “Minha presença e participação nas reuniões tem contribuído para melhorar ou piorar a situações espiritual de meus irmãos?”

Já bastam as tribulações e perseguições que sofremos do mundo. Nas reuniões, precisamos ser edificados, revigorados e animados!

 
Nossa luta - espada do Espírito Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Ter, 03 de Janeiro de 2012 19:21

A sexta peça na armadura é a “espada do Espírito” (Ef 6:17). Esta é a única peça que parece ser para ataque. No entanto, a palavra traduzida aqui por “espada” (machaira) quer dizer “espada pequena, punhal” (W. E. Vine). A idéia, portanto, não é a de atacar o inimigo, mas se defender dos ataques dele.

Esta espada é “a Palavra de Deus” citada, não de forma aleatória, mas conforme a necessidade do momento. Temos um exemplo disso na ocasião quando o Senhor Jesus foi provado pelo diabo. Ele a usou para defender-Se das sugestões do inimigo (Mt 4:1-11).

Isso nos ensina que um cristão que conhece a Palavra de Deus, quando tentado, não cita versículos fora de contexto e sem sentido à ocasião. Muito pelo contrário, ele a maneja bem, encaixando os assuntos em suas devidas referências, deixando o inimigo envergonhado e derrotado.

“Eu vos escrevi, jovens, porque ... a Palavra de Deus está em vós, e já venceste o maligno” (I Jo 2:14).

 
Nossa luta - capacete da salvação Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Seg, 14 de Novembro de 2011 10:25

A quinta peça na armadura é o “capacete da salvação” (Ef 6:17). O capacete protege a cabeça, e neste versículo, o sentido parece ser proteção da mente. Sendo que esta parte está ligada à “salvação”, então parece correto afirmar que o capacete, aqui, protege nossa mente de dúvidas relacionadas à salvação. Lembrando que em todo este trecho o inimigo que nos ataca é chamado de “diabo” (acusador), não é difícil perceber uma cena, aqui:

Um cristão, por descuido ou fraqueza, comete um pecado. Logo em sua mente surge a dúvida cruel: “Será que ainda permaneço salvo?” O diabo, se aproveitando da situação, tenta acusá-lo, lançando suas setas malignas para desestimulá-lo ainda mais.

No entanto, tomando o capacete da salvação, este cristão se lembra: “Pela graça sou salvo! Eu estava morto em muitas ofensas, mas Deus me deu vida sem que eu merecesse (Ef 2:5). Sim, pela graça sou salvo! Não veio de mim, é dom de Deus. Não foi por obras, foi pela fé (Ef 2:8, 9). Como posso duvidar disso? Deus me salvou pela graça revelada no Seu Filho, e me mantém salvo pela mesma graça!”

“Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5:20); “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1)!

 
Nossa luta - escudo da fé Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Sex, 11 de Novembro de 2011 08:16

A quarta peça na armadura do cristão é o “escudo da fé” (Ef 6:16). Somente em relação a essa peça a Bíblia usa a expressão “sobretudo” (por cima de). Isto indica que para chegar às outras peças, os ataques do inimigo teriam que conseguir passar pelo grande escudo, que as protegia. Este escudo transmite a idéia predominante em toda armadura – defesa. Ou seja, esta armadura não está disponível para que ataquemos nossos inimigos; é para que nos defendamos deles.

Neste versículo, o inimigo e suas armas são identificados. O inimigo é o “maligno” (o “diabo” no v. 11) e seus ataques são “flechas com fogo” (apontando nossas fraquezas, para que desanimemos). Mas a nossa defesa também é enfatizada. Precisamos exercitar nossa fé em tudo que envolve a vida cristã.

Nenhum homem esteve presente na criação do Universo, mas nós cremos que Deus o criou (Jó 38:4). Nenhum dos discípulos que viram Cristo antes e depois da Cruz está vivo para comprovar a ressurreição, mas nós cremos que Ele ressuscitou (I Co 15:1-8, 20). Ninguém sabe quando Cristo virá para nos buscar (Mc 13:32), mas nós cremos que Ele virá (Jo 14:3).

Satanás não vai parar de nos atacar com seus dardos inflamados, mas nenhum deles pode ser mais forte do que esta simples verdade: “Eu creio, Senhor”!

 
Nossa Luta - provisão para os pés Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Qui, 27 de Outubro de 2011 10:20

A terceira peça na armadura de Deus disponível ao cristão é uma provisão para os pés (Ef 6:15). A palavra “preparação” (em “preparação do Evangelho da paz”) é interessante. Seu sentido primário é de firmeza (foi traduzida “base”, em Sl 89:14). Mas também quer dizer prontidão, transmitindo a idéia de se estar pronto para executar uma ordem. Esta peça da armadura, portanto, sugere duas coisas:

a) Proteção. No Salmo 73, Asafa descreve a ocasião quando esteve ocupado com os ímpios sentindo inveja deles, e seus pés quase escorregaram (vs. 2, 3). Ele quase escorregou, mas não caiu, porque entrou no “santuário de Deus” (v. 17). Logo depois, descreve como os ímpios estão em “lugares escorregadios” (v. 18). Esta é a diferença entre o salvo e o incrédulo. O salvo está protegido sobre uma base firme – o Evangelho!

b) Prontidão. Além de estar protegidos os salvos têm a responsabilidade de levar o Evangelho a lugares e pessoas que ainda não o conhecem, e por meio do Evangelho, levar a paz, o bem e a salvação de Deus (Is 52:7).

Posicionalmente o Evangelho nos protege da condenação do inferno. Na prática, porém, devemos nos “portar dignamente conforme o Evangelho” (Fp 1:27). Por um lado, temos a responsabilidade de pregar o Evangelho. Por outro, temos a responsabilidade de praticar o Evangelho.

Será que nossa vida tem sido um verdadeiro Evangelho?

 
Nossa luta - couraça da justiça Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Sáb, 15 de Outubro de 2011 11:23

A segunda peça da armadura que Deus deixou disponível para nós é a “couraça da justiça” (Ef 6:14). A couraça é uma peça que protege partes vitais do corpo, como o coração, por exemplo, e aqui, a “couraça” é a “justiça”.

Mas, justiça de quem?

O Senhor Jesus pode se vestir de Sua própria justiça (Is 59:17). Nele não há nada que o inimigo possa perfurar com acusações. Nós, porém, não podemos nos vestir de justiça própria. Não fomos salvos por “obras de justiça que houvéssemos feito” (Tt 3:5), nem nos mantemos salvos por nossas próprias justiças. Quando lembramos, porém, que em Cristo fomos feitos justiça de Deus (II Co 5:21), entendemos que estamos indestrutivelmente protegidos. 

Quando o inimigo vem sussurrando ataques, nos acusando de ter fraquejado numa ou outra área da vida, não precisamos temer por nossa salvação. Devemos lembrar que nossa salvação não depende da nossa fraca justiça; depende da fortaleza da justiça do Senhor.

 
Nossa luta - cingir os lombos Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Ter, 11 de Outubro de 2011 10:55

A primeira peça da armadura disponível ao cristão é o cinto, com o qual cingirá os lombos (Ef 6:14). As roupas compridas que as pessoas usavam, poderiam se tornar um empecilho quando precisassem andar mais rápido, correr ou, neste caso, lutar. Por essa razão, usavam um cinto mais ou menos na altura da cintura, para manter suas roupas presas.

Aqui no nosso texto esse cinto é a verdade, e a verdade, aqui, é a “palavra da verdade” (Ef 1:13). Há muita coisa neste mundo que serve como embaraço, nos impedindo de obedecer prontamente (Lc 12:35), correr livremente (Hb 12:1) e viver sobriamente (I Pe 1:13). Mas quando estamos cingidos com a verdade, os ataques de Satanás não nos deixam atrofiados.

Convém destacar que não é a verdade que se cinge de nós; somos nós quem nos cingimos dela. Ou seja, não somos nós quem mantemos a verdade em pé, é o contrário!

 


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