| O Governo nas Igrejas Locais |
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| Autoria / Fonte: Alexandre Torres |
| Sáb, 01 de Dezembro de 2007 19:15 |
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Deus, em Sua Palavra, nos ensina quanto à necessidade de ordem no seio da igreja. Diante desse quesito, não poderíamos negligenciar a vital atividade da liderança entre os irmãos, ao mesmo nível, mas com responsabilidades distintas. Devemos analisar esse fato sem perder de vista o que está escrito: "... qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos" (Mc 10:44). Para uma melhor compreensão do assunto, dividiremos em quatro tópicos principais:
1. Definição: Presbíteros são homens, dentre os demais irmãos, separados pelo Espírito Santo como "despenseiros da casa de Deus" para "cuidar do rebanho". De uma forma ampla, são homens dotados de maturidade, capacidade e discernimento espiritual usados por Deus para "apascentar", "guiar", "ensinar" e "corrigir" o rebanho. Trata-se de uma atitude autônoma e que deve ser praticada em cada igreja local, pois o caráter independente de cada igreja local [ autonomia ], percebido no fato de não terem uma "central" ou "cúpula" que decida por todas, ratificam o aspecto fundamental de que cada igreja local é responsável diante do Senhor sobre suas práticas, doutrina e modo de reunir com fundamento nas Escrituras, que são o modelo para cada uma delas. Temos nas Escrituras pelo menos três palavras diferentes em relação a esse serviço, conforme At 20:28 / Ef 4:11 / Fp 1:1 / I Tm 3:1 / I Tm 5:17 e Tt 1:5. São Elas:
2. Identificação: Esses irmãos devem ser identificados ou notados entre os demais para que possam cuidar dos demais. Os membros de cada igreja precisam saber claramente quem cuida deles e quem tem responsabilidade de conduzí-los no caminho correto livrando-os das armadilhas e ciladas do Diabo. Quando esta identifcação não é evidente e surgirem problemas, será mais difícil de solucionar. Considere At 20:17 e Tt 1:5, lembrando que nunca haverá um presbítero em cada igreja, mas um grupo de irmãos identificado. No mínimo dois. 3. Qualificação: Neste ponto, considere juntamente o que Paulo escreveu a Timóteo e a Tito, lendo I Tm 3:1-11 e Tt 1:6-9. Nesses trechos Paulo detalha como deve ser o caráter desses irmãos, num padrão elevado, segundo o coração do Senhor. Essas qualificações não são matemáticas, ou seja, mecanicamente vistas, mas são alcançadas com muito esforço e renúncia, carecendo que todos os salvos orem por estes irmãos e evitem as críticas destrutivas. Na carta a Timóteo, Paulo tem em vista os homens que almejam o episcopado, deixando claro que esse sentimento não é da carne, mas colocado no coração pelo Espírito Santo. Na carta a Tito, Paulo tem em vista a igreja, na responsbilidade de discernir quem são esses homens. Vamos examinar, por ordem, os aspectos negativos e os aspectos positivos apresentados por Paulo. São eles: Aspectos Negativos:
Aspectos Positivos:
4. Ocupação: O serviço desses irmãos é diversificado e desgastante. Leia At 20:28 / I Tm 5:17 / Tt 1:9 e I Pe 5:1-4. Nesses trechos vamos notar esses irmãos "apascentando", "olhando", "sendo exemplo", "governando", "admoestando" e "convencendo". Vamos notar também que para esse serviço o Senhor distribuiu dons adequados, sem os quais não seria possível a um homem, na força e sabedoria da carne, realizar tal obra. Leia Rm 12:8 e Ef 4:11, onde vamos encontrar esses dons citados. São eles:
A ausência desses dons impossibilita um irmão exercer a função de presbítero. Portanto, o discernimento dos dons deve ser bem claro na mente daqueles que almejam o episcopado. Para melhor proveito, aconselho cada irmão ler, cuidadosamente, o Comentário Ritchie do Novo Testamento relativo a I Timóteo, II Timóteo e Tito [ vol. 12 ]. |
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