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Quero Ser Um Homem de Deus - Parte I Imprimir E-mail
Autoria / Fonte: Adriano Anthero   
Sáb, 18 de Outubro de 2008 00:00

Inaugurando uma seção especialmente dedicada às crianças, apresentamos uma história que pode ser usada para pregar o Evangelho às crianças.

Quero ser um homem de Deus” é uma série de histórias fictícias. Os nomes e lugares citados foram inventados. Estas histórias podem ser usadas para pregar o Evangelho às crianças, mas desde que se explique para as crianças que não são histórias reais. Esta é a primeira. Se Deus permitir, será publicada a continuação.

Quero ser um homem de Deus

(I Tm 6:11; II Tm 3:17)

Primeiro dia de Aula

O sinal da Escola tocou na hora exata, às 07:30 da manhã, e tudo parecia seguir normalmente. As crianças que estavam no pátio começaram a levantar-se; os professores iam organizando cada turma à sua fila; a Bandeira foi estendida e o Hino Nacional entoado. Enquanto os alunos iam para as salas de aula, D. Simone Dias, a inspetora da Escola, percebeu que havia um menino novo entrando no pátio. O menino estava uniformizado, mas ninguém o conhecia. D. Simone Dias, como sempre, logo tratou de conduzir o novo aluno à sua sala, para que ele não ficasse perdido sem saber para onde ir. Enquanto entrava na sala, todos olharam para ele com curiosidade. Alguns começaram a conversar baixinho uns com os outros: “Quem é este garoto aí? Será algum aluno novo?” Outro respondia: “Eu nunca o vi por aqui. Deve ser aquele que a professora comentou que viria de outra cidade pra cá”.

Os alunos começaram a sentar-se. Cada um já tinha o seu lugar certo, menos o aluno novo. “Sente aqui nesta cadeira à direita”, disse a professora, apontando com a mão para um lugar reservado. Enquanto isso, a curiosidade permanecia na sala. Todos os alunos estavam querendo saber quem era o menino novo, mas ninguém se atreveu a perguntar, nem fizeram mais comentários, apenas observavam como o menino se sentava timidamente.

Depois que todos já estavam acomodados, inclusive o novo aluno, a professora iniciou sua aula. “Bom dia, alunos!” disse ela dando um sorriso feliz. “Bom dia, professora Cláudia Santos!”, responderam os alunos. A professora prosseguiu: “Antes de eu recolher os trabalhos de casa, quero apresentar pra vocês um novo colega de classe”. Indo em direção ao novo aluno, a professora pediu lhe: “Você pode levantar-se, por favor, querido?” Quando o aluno levantou-se, a professora o apresentou: “Este é o aluno Álvaro Freitas. Ele veio do Rio de Janeiro para morar aqui em Minas Gerais, e este é seu primeiro dia de aula na nossa Escola. Quero que todos vocês o tratem bem e o deixem bem à vontade. Agora, todos lhe dêem as boas vindas como já ensinei.” Os alunos, imediatamente, levantaram-se da cadeira e disseram numa só voz: “Seja Muito bem-vindo, querido aluno!”

Álvaro, por sua vez, apenas balançou a cabeça para baixo e para cima. Ele ainda estava com vergonha, mas sentindo-se bem mais à vontade com os novos amigos que ganhou.

Antes de se sentar novamente, a professora Cláudia Santos pediu aos alunos que colocassem os trabalhos de casa em cima das carteiras. Depois que todos os trabalhos foram recolhidos, Lídia, uma aluna que se sentava bem à frente da professora, levantou sua mão. Quando a professora lhe deu permissão para falar, ela perguntou: “O Álvaro também terá de fazer este trabalho, professora?” “Não vejo nenhum mal nisso, Lídia. E acredito que será até bom que ele participe, assim saberemos um pouco mais sobre o que ele pretende ser”, a professora respondeu.

À esta altura, quem estava cheio de curiosidade era Álvaro. Ele não estava entendendo nada sobre o trabalho que estavam comentando, mas se sentia cheio de vontade de participar. Notando sua curiosidade, a professora explicou: “Álvaro, eu pedi aos alunos que pesquisassem sobre o trabalho de seus pais; qual é a profissão de cada um. Também pedi que cada aluno dissesse qual a profissão que quer seguir e o que já aprenderam sobre esta profissão. Se você quiser participar, dou a você uma semana de prazo para me entregar seu trabalho”. “Sim senhora”, disse ele, “quero sim! E inclusive já sei qual carreira quero seguir, professora.” “É mesmo Álvaro? Que bom saber disso. Cada aluno terá de relatar sua profissão preferida hoje. Se sobrar um tempo e você quiser, podemos reservar um espaço pra você comentar a sua também”. Ele concordou com a cabeça.

Após esta conversa e este acordo, professora Cláudia Santos começou a separar os trabalhos dos alunos em ordem alfabética, começando com os nomes de letra “A”. Vamos Começar por você, Adenilson”, disse a professora apontando para o lado esquerdo, nos fundos da sala. “Seu trabalho ficou lindo! Parabéns! Agora levante-se, venha até aqui à frente e explique para a classe porquê você quer ser Bombeiro e o que você aprendeu pesquisando esta profissão.”

Adenilson, meio timidamente, levantou-se da cadeira, foi até ao lado da professora e começou a explicar. “É que bombeiros salvam as pessoas do fogo… Quando estão em perigo, as pessoas ligam e eles vão correndo pra salvar”. “E você pesquisou os motivos que causam fogo, Adenílson?” Perguntou a professora. “Sim”, respondeu ele. “Às vezes, uma criança brinca com o isqueiro ou fósforo, acende fogo no fogão sem um adulto saber … isso é perigoso, e pode queimar a casa toda. Quero ser bombeiro para explicar às pessoas como devem mexer com fogo e para salvá-las se o fogo estiver muito alto”, ele concluiu.

Depois que Adenilson terminou, a professora prosseguiu chamando cada aluno para frente. Cada um veio e explicou quais profissões queriam seguir. Uns queriam ser médicos para cuidar das pessoas; outros queriam ser veterinários para cuidar dos animais, outros queriam ser agricultores para cuidar das plantações … Eram muitas as profissões. Todas elas eram úteis e importantes.

Quando todos os alunos tinham terminado de apresentar e explicar suas profissões, a professora lembrou-se de ter prometido a Álvaro que lhe daria chance de falar, caso sobrasse tempo. Como sobrou, ela o convidou a se colocar à frente. “Então, Álvaro, o que você quer ser quando crescer?” perguntou a professora. Todos os alunos estavam em silêncio olhando para ele. Com voz tímida, mas confiante, ele começou: “Quando eu crescer, quero ser um homem de Deus!” Todos se admiraram! “Homem de Deus, Álvaro?”, perguntou curiosa a professora. “O que significa isso? O que é um homem de Deus?” Os alunos fizeram mais silêncio ainda. “Um homem de Deus, professora”, ele começou a explicar, “é um homem que já teve o perdão dos seus pecados e usa seu tempo disponível servindo a Deus. É alguém que está sempre preocupado em levar pessoas a Jesus Cristo. Como o maior perigo que as pessoas correm é de morrer sem salvação, os homens de Deus anunciam o Evangelho que pode salvá-las deste grande perigo. Alguns homens, professora, como Moisés, Davi, Samuel Elias, Eliseu e Timóteo foram chamados de homens de Deus porque foram salvos e começaram a serví-Lo.”

“Mas esta profissão dá muito dinheiro?” perguntou um aluno do meio da sala. “Não!”, respondeu Álvaro. “Não é uma profissão. Um homem de Deus não trabalha pensando em ganhar dinheiro. Aliás, é um serviço que se ganha valores melhores que dinheiro. Um homem de Deus pode ajuntar tesouros para si, mas não aqui num cofre ou num banco; ele ajunta num lugar bem seguro, onde ladrão não rouba — lá no céu (Mt 6:19-21).

“Mas ele não pode ser mais nada além disso, Álvaro? Não pode ter nenhuma profissão?”, perguntou novamente a professora. “Oh, sim, pode sim, professora”, ele respondeu. “Um homem de Deus pode ser um médico, professor, vendedor, qualquer coisa, e ainda assim ser um homem de Deus. Ele usa seu tempo disponível para servir ao Senhor. Há alguns homens que Deus separa e eles deixam seu emprego para dedicar o seu tempo neste serviço, e eles dependem somente de Deus para sustentá-los. Outros continuam com seus empregos, exercendo alguma profissão, mas seu tempo fora do serviço é todo no trabalho de Deus.”

“Mas o que um homem de Deus faz?”, um perguntou; “Como é o serviço dele?”, outro queria saber. Os alunos estavam todos curiosos. Álvaro estava já bem à vontade e respondia a todas as perguntas. “Um homem de Deus pode fazer muitas coisas: pregar o Evangelho de Jesus Cristo; ensinar a Palavra de Deus; visitar e ajudar pessoas necessidade ou doentes, e muito mais.”

Os alunos estavam admirados! Nunca tinham ouvido falar sobre isso. Tudo era muito estranho e curioso para eles. A conversa estava tão boa que nem perceberam o fim da aula. Estavam ainda perguntando mais coisas a Álvaro quando o sinal da Escola tocou, avisando que estava na hora de ir embora. Antes, porém, de despedir os alunos, a professora avisou: “Amanhã falaremos novamente sobre esta carreira tão diferente e importante que o Álvaro quer seguir. O que acham, alunos?” Todos concordaram com alegria!

E você, o que quer ser quando crescer? Lembre-se: Deus pode fazer de você um homem ou uma mulher de Deus!

A. J. Anthero